Nossa última aula foi a apresentação dos nossos artigos:
As insuficiências da avaliação e currículo na escola tradicional (Giovana e Ney): O trabalho teve alguns objetivos como analisar o impacto do currículo na avaliação e vice-versa e como é o cotidiano de currículo e avaliação na perspectiva tradicional. Os colegas lembraram que os professores se preocupam com a conduta e as atitudes dos alunos quando avaliam. O artigo teve abordagens positivistas cartesiana e crítica/interpretativa. Na primeira a avaliação são notas, objetivas, igualitárias e inquestionáveis. Na segunda as verdades são passageiras, sem linearidade dos fatos, processual, subjetividade e o aluno é ser curriculante. Abordaram a questão da escola ser empresarial com as avaliações externas, assim a educação é um treinamento, o aluno é um produto, o professor é tarefeiro e aluno aquele que coloca o X no lugar certo. Diante disso o currículo se volta para essas provas e a consequência é o BNCC. Assim, é possível ver as resistências com o ressentimento dos professores, a denúncia da incoerência entre avaliação e desempenho e as avaliações formativas no PPP das escolas e redes. Compreende-se então que há professores que aceitam os sistemas de notas (ou são obrigados a aceitar); há professores que acreditam na utilidade de indicadores, mas entendem que o conhecimento não pode ser mensurado e as influências dos conflitos epistemológicos, as escolas se preocupam com indicadores.
A autoregulação da aprendizagem, currículo e avaliação (Arian e Letícia): Reflexão sobre o tema e como isso influencia o cotidiano dos alunos. Segundo FREIRE (que não é o Paulo) autoregulação é a tomada de consciência e autonomia, atrelada a capacidade dos alunos de refletirem e pensarem sobre os saberes. Definindo currículo MALTA escreve que ele vem carregado de intenções e significados, além dos conteúdos. Definindo avaliação, LUCKESI acredita que é atribuir valor ou qualidade a alguma coisa e auxilia o docente nas decisões sobre sua prática. Contextualizando é possível perceber que o mundo mudou, mas a escola não mudou. Nesse sentido, o modelo tradicional não atende de forma efetiva seu novo público, bem como seu currículo é defasado e não atendem às novas exigências sociais, pois nem sempre a linguagem da escola é a do aluno, portanto o currículo não pode ser pronto e acabado e os professores precisam ser preparados para essas novas exigências. Na avaliação, atualmente ela é reguladora, com resultados pré definidos, imposto pelo currículo e qualitativa. A avaliação autoreguladora precisa valorizar a autonomia dos alunos, torná-los responsáveis pelo seu aprendizado levando-o a refletir (auto avaliação), valorizar os conhecimentos fora da escola, a subjetividade, o progresso, onde o professor enxerga as individualidade de cada um e seus resultados são qualitativos (avaliação diagnóstica). Assim, quebrando os paradigmas da educação tradicional e ensinando ao aluno a autoregulação.
Os caminhos da avaliação: um processo reflexivo (Micheli e Priscila): Nosso trabalho percorreu a história da avaliação, como era, como as teorias de aprendizagem da psicologia influenciaram; reflexão da relação entre currículo e avaliação; e a importância da avaliação emancipatória atreladas aos atos curriculares e sujeitos curriculantes.
O currículo e o "ainda não sei" (Auxiliadora e Carlos): O trabalho teve os objetivos de conceituar e caracterizar o "ainda não sei" e sua relação com currículo. No desenvolvimento do artigo foi possível compreender que há ausência desse termo na formação de professores, que o currículo é um instrumento de poder, que a educação é um processo, que esse conceito precisa ser trabalhado na formação de professores e alunos. Uma revisão do conceito de currículo foi realizada, passando por períodos históricos e sua relação com o conceito de "ainda não sei", onde a cultura, o currículo e a avaliação influenciam. Refletindo sobre o tema houve o entendimento que ele não almeja o final, criticando aí o currículo que visa os objetivos a serem alcançados e as avaliações do governo que reforçam o sabe e o não-saber, já que o "ainda não sei" é um processo contínuo.
Currículo, avaliação e inclusão: da realidade à integração (Jaqueline e Ursula): Abordaram questões de currículo, avaliação e inclusão no contexto da escola emancipatória. Exploraram os príncipios de complexidade (tudo que pode e é trabalho em conjunto) e da multirreferencialidade (interpretação, mais intensa acerca dos estudos do conhecimento, estando diretamente relacionada ao processo de reconhecer a complexidade abrangente nas práticas pedagógicas). Analisando que o currículo se amplia com as individualidades e a avaliação deve ser como tomada de decisão. Na perspectiva da inclusão houve a compreensão que é preciso haver as adaptações as necessidades e as especifidades; não é somente promover a inclusão do aluno; formar cidadãos críticos, reflexivos e questionadores; necessidade de escolas emancipatórias com foco no sujeito no seu processo de ensino e aprendizagem; o currículo ser discutido com olhar na inclusão e práticas pedagógicas no respeito e na diversidade e levando em conta que a educação é dialética, o currículo não pode ser homogeneizado.
Foram 15 aulas e três meses de muito aprendizado, onde nos tornamos mais críticos, mais autonomos e mais responsáveis pela a educação do éramos antes.
Eu só tenho uma palavra para definir esse crescimento: GRATIDÃO!
