terça-feira, 9 de maio de 2017

Binômios Pedagogia da Autonomia e Resumo do texto para a aula do dia 09 de maio.

Tivemos duas tarefas para a aula do dia 09 de maio de 2017:

1 - Encontrar os binômios do livro Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire; e

2 - Leitura e considerações importantes de um artigo sobre Atos do Currículo para apresentar.

Binômios do Livro da Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire:

  • Formar - Treinar;
  • Teoria - Prática;
  • Aprender - Ensinar;
  • Educação Bancária - Educação Progressista;
  • Pensar certo - Pensar errado;
  • Pensar certo - Ensinar certo;
  • Docência - Discência;
  • Ensino - Pesquisa
  • Curiosidade ingênua - Curiosidade epistemológica;
  • Saberes curriculares - Experiência Social;
  • Construir - Reconstruir;
  • O que fala - O que faz;
  • Velho - Novo;
  • Formar - Deformar;
  • Bem - Mal;
  • Dignidade - Indignidade;
  • Decência - Despudor;
  • Boniteza - Feiura;
  • Estar no mundo - Estar com o mundo;
  • Autoridade - Liberdade;
  • Autoritarismo - Licenciosidade;
  • Heteronomia - Autonomia;
  • Leitura de mundo - Leitura de Palavra;
  • Ignorância - Saber;
  • Ensino de conteúdo - Formação ética;
  • Respeito ao professor - Respeito aos alunos;
  • Saber escutar - Saber falar.

Artigo: O currículo escolar e os atos de currículo: contribuições no processo de formação de identidade. Autor: Josevandro Chagas Soares

O autor analisa nesse artigo as percepções de currículo e atos de currículo na construção da identidade dos alunos identificados como negros, levando em conta sua experiência profissional numa escola de Camaçari - Bahia, instituição marcada pela hostilidade.
O texto começa com a caracterização da escola, objetivos do texto e duas concepções de currículo: MACEDO e MOREIRA E CANDAU, apresentadas respectivamente:

"Um artefato socioeducacional que se configura nas ações de conceber/selecionar/produzir, organizar, institucionalizar, implementar/dinamizar saberes, conhecimento, atividades competências e valores visando uma 'dada' formação." (SOARES, 2013, p. 8 apud MACEDO, 2007, p.24)

"Experiências escolares que se desdobram, em torno do conhecimento, em meio as relações sociais, e que contribuem para a construção das identidades de nossos estudantes" (SOARES, 2013, p. 9 apud MOREIRA e CANDAU, 2007, p. 18).

A seguir, o autor explica a diferença de currículo real (aquele vivido nas instituições, onde os atos de currículo acontecem), currículo ideal (a partir de ideologias, produzidos pelos âmbitos de referência do currículo) e currículo oculto (atitudes e valores transmitidos subliminarmente pelas relações sociais; rituais, práticas, relações de poder, regras de conduta, procedimentos, hierarquias e linguagem dos professores e dos livros).

Analisando o currículo e a escola atual, o autor verifica que: ainda há uma formação homogeneizada; professores que não se envolvem e não tem noção da responsabilidade como formadores; conteúdos são descontextualizados, sem evidenciar saberes e práticas de identidade social; currículo é um dispositivo de reprodução e manutenção do status quo, a construção da identidade é negada na educação e a avaliação tem caráter quantitativo.

Os atos de currículo, segundo o autor, são a produção de saberes, que são ensinados e aprendidos em sala de aula, sendo importantes no processo de aprendizagem. Os atos devem ser constituídos por mediações intercríticas e têm o poder de potencializar o fracasso ou o sucesso da aprendizagem.

Para superar a crise em que a educação se encontra, o autor cita MOREIRA e CANDAU que descrevem que a educação de qualidade deve propiciar ao estudante ser sujeito ativo na mudança do seu contexto, com conhecimentos escolares que o ajudem na compreensão da realidade, ampliando assim, seu universo cultural. Para isso a proposta curricular precisa buscar parcerias; valorizar o universo cultural; ter no cotidiano saberes que fazem parte do processo formativo e cultural; reiventar uma democracia que reconheça a heterogeneidade e a diversidade cultural; e discussão com os pais, alunos, professores e equipe multidisciplinar sobre temas polêmicos. 

Abordar as relações etno-raciais então, exige aprofundamento teórico, superação de valores preconceituosos e visão de identidade como construção social, cultural e política, e para tal é necessário investimento na formação inicial e continuada dos professores.

Concluindo, o autor propõe que a escola seja espaço de críticas, intercríticas, produção cultural, já que é um centro cultural de diferentes linguagens e expressões. No caso da educação com perspectiva multi/intercultural é possibilitar um aprendizado que problematize o mundo vivido e deixando que cotidiano escolar e cotidiano da cultura andem lado a lado, em movimentos dialéticos.

Um comentário:

  1. E a dialética está mesmo presente também em seu apanhado, bem elaborado, do que aconteceu em classe. parabéns!

    ResponderExcluir