1 - Encontrar os binômios do livro Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire; e
2 - Leitura e considerações importantes de um artigo sobre Atos do Currículo para apresentar.
Binômios do Livro da Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire:
- Formar - Treinar;
- Teoria - Prática;
- Aprender - Ensinar;
- Educação Bancária - Educação Progressista;
- Pensar certo - Pensar errado;
- Pensar certo - Ensinar certo;
- Docência - Discência;
- Ensino - Pesquisa
- Curiosidade ingênua - Curiosidade epistemológica;
- Saberes curriculares - Experiência Social;
- Construir - Reconstruir;
- O que fala - O que faz;
- Velho - Novo;
- Formar - Deformar;
- Bem - Mal;
- Dignidade - Indignidade;
- Decência - Despudor;
- Boniteza - Feiura;
- Estar no mundo - Estar com o mundo;
- Autoridade - Liberdade;
- Autoritarismo - Licenciosidade;
- Heteronomia - Autonomia;
- Leitura de mundo - Leitura de Palavra;
- Ignorância - Saber;
- Ensino de conteúdo - Formação ética;
- Respeito ao professor - Respeito aos alunos;
- Saber escutar - Saber falar.
Artigo: O currículo escolar e os atos de currículo: contribuições no processo de formação de identidade. Autor: Josevandro Chagas Soares
O autor analisa nesse artigo as percepções de currículo e atos de currículo na construção da identidade dos alunos identificados como negros, levando em conta sua experiência profissional numa escola de Camaçari - Bahia, instituição marcada pela hostilidade.
O texto começa com a caracterização da escola, objetivos do texto e duas concepções de currículo: MACEDO e MOREIRA E CANDAU, apresentadas respectivamente:
"Um artefato socioeducacional que se configura nas ações de conceber/selecionar/produzir, organizar, institucionalizar, implementar/dinamizar saberes, conhecimento, atividades competências e valores visando uma 'dada' formação." (SOARES, 2013, p. 8 apud MACEDO, 2007, p.24)
"Experiências escolares que se desdobram, em torno do conhecimento, em meio as relações sociais, e que contribuem para a construção das identidades de nossos estudantes" (SOARES, 2013, p. 9 apud MOREIRA e CANDAU, 2007, p. 18).
A seguir, o autor explica a diferença de currículo real (aquele vivido nas instituições, onde os atos de currículo acontecem), currículo ideal (a partir de ideologias, produzidos pelos âmbitos de referência do currículo) e currículo oculto (atitudes e valores transmitidos subliminarmente pelas relações sociais; rituais, práticas, relações de poder, regras de conduta, procedimentos, hierarquias e linguagem dos professores e dos livros).
Analisando o currículo e a escola atual, o autor verifica que: ainda há uma formação homogeneizada; professores que não se envolvem e não tem noção da responsabilidade como formadores; conteúdos são descontextualizados, sem evidenciar saberes e práticas de identidade social; currículo é um dispositivo de reprodução e manutenção do status quo, a construção da identidade é negada na educação e a avaliação tem caráter quantitativo.
Os atos de currículo, segundo o autor, são a produção de saberes, que são ensinados e aprendidos em sala de aula, sendo importantes no processo de aprendizagem. Os atos devem ser constituídos por mediações intercríticas e têm o poder de potencializar o fracasso ou o sucesso da aprendizagem.
Para superar a crise em que a educação se encontra, o autor cita MOREIRA e CANDAU que descrevem que a educação de qualidade deve propiciar ao estudante ser sujeito ativo na mudança do seu contexto, com conhecimentos escolares que o ajudem na compreensão da realidade, ampliando assim, seu universo cultural. Para isso a proposta curricular precisa buscar parcerias; valorizar o universo cultural; ter no cotidiano saberes que fazem parte do processo formativo e cultural; reiventar uma democracia que reconheça a heterogeneidade e a diversidade cultural; e discussão com os pais, alunos, professores e equipe multidisciplinar sobre temas polêmicos.
Abordar as relações etno-raciais então, exige aprofundamento teórico, superação de valores preconceituosos e visão de identidade como construção social, cultural e política, e para tal é necessário investimento na formação inicial e continuada dos professores.
Concluindo, o autor propõe que a escola seja espaço de críticas, intercríticas, produção cultural, já que é um centro cultural de diferentes linguagens e expressões. No caso da educação com perspectiva multi/intercultural é possibilitar um aprendizado que problematize o mundo vivido e deixando que cotidiano escolar e cotidiano da cultura andem lado a lado, em movimentos dialéticos.
E a dialética está mesmo presente também em seu apanhado, bem elaborado, do que aconteceu em classe. parabéns!
ResponderExcluir