Nossa aula começou com o convite da professora Rita para o GTPA e Ciranda de Formação que acontecerão na próxima semana.
Giovana e eu apresentamos nosso artigo conforme resumo postado na semana anterior por mim e todos nós fizemos algumas considerações:
- Currículo é descontextualizado formando uma identidade de dominados;
- Indexação significa contextualização;
- Currículo é um artefato cultural, porém mostra a cultura dominante;
- Ele também pode silenciar culturas, como os temas relevantes que não são abordados na escola;
- Ato curricular significa o que é concreto.
Nossas frases (tarefa da semana passada) foram motivos de muitas análise e diálogo:
- Autoria e Centralizado (Arian): Autoria de professores e alunos que são seres curriculantes. Currículo deve ser bilateral, descentralizado, uma construção compartilhada de narrativas, onde o objetivo é formar identidades, num currículo rizomático.
- Experiência Educativa e Avaliação (Ursula): O primeiro é o produto e o segundo é o produtor de culturas, onde as indagações Para quem? Para quê? e Por que? devem ser feitas quando se elabora um currículo. Nessa cultura pode se observar o etnocurrículo, onde os atos de currículo sempre estão juntos e com isso, se constrói identidades. Nesse sentido, o currícuo se torna um papel de olhar e compreender a si mesmo. A cultura escolar leva ao senso comum do professor, que é aquele que não exercita sua cidadania, sua criticidade e esquece que o aluno aprende por exemplos. O ideal é ensinar o aluno a questionar as verdades, pois a educação de hoje é insegura.
- Ágora Cultural e Intervenção (Letícia): Autonomia curriculante como direito. Atos de currículo como forma de intervenção pelas brechas, portanto é preciso promover a inclusão, no direito do sujeito de estar sendo, de ser como ele é.
- Gesto Ético-político e Testagem (Auxiliadora): Com o etnocurrículo, a gestão ética-política está ao lado. Etnocurrículo é despadronização e aprendizagem é um processo interno do indíviduo. Avaliação é vista como testagem e mostra que o currículo também tem contradições.
- Uniformização e políticas de sentido (Ney): É inescapável fugir da uniformização com a educação que se tem atualmente. Um exemplo é a capitalização das escolas pelo valor de mercado. Políticas de sentido é dimensão individual, quando é compartilhado, torna-se política de significados. Assim, a uniformização é inescapável, mas não é determinante, pois existem as brechas.
- Diversificação e Indexicalização (Priscila): Um currículo próximo do ideal seria um currículo com características dos atos curriculares, como ações que levem a aprendizagem pelo contexto do aluno, de acordo com a cultura e história do mesmo, com atividades diversificadas, que levam a despadronização, capazes de analisar e intervir na sociedade. Diversificação no sentido de com a indexicalização, através do cotidiano, levar todos os envolvidos a compreenderem a realidade e agirem ativamente, questionando, argumentando e transformando, com ética, nem que seja dentro da localidade em que vivem. Exemplo: As ilhas de racionalidade de Fourez.
- Obra aberta e Cotidiano (Carlos): Currículo a partir do local que está inserido, é político e direciona, é aberto no cotidiano escolar. Nos atos curriculares há contribuições de sentidos de cada ser curriculante. Avaliação deve levar em conta o aluno como obra e cotidiano abertos para não ser testagem.
Ao final dessa reflexão, assistimos um vídeo que nosso colega Carlos nos mostrou sobre ideologias e sua força no ser humano.
Entramos na discussão da Base Nacional Comum Curricular: Numa breve análise, vimos que a teoria que embasa o documento é bem elaborada e fundamentada, mas os conteúdos elencados estão fora dos contexto. Percebemos que as nomenclaturas são diferentes do documento anterior, mas os conceitos são os mesmos. O documento parece um manual, onde qualquer pessoa pode dar aulas, pode ensinar. É pautada em interesses privados e levando em conta as avaliações internacionais e um exemplo disso é o fato da criança estar alfabetizada no 2° ano. Isso vai trazer vários "estragos" e muita coisa será prejudicada, como por exemplo o Exame Nacional do Ensino Médio, onde as provas voltarão a ser divididas por disciplinas, tornando o conhecimento, treino novamente.
Para a próxima aula faremos uma análise mais detalhada da base respondendo a algumas perguntas, cada um com uma disciplina relacionando teoria e prática. Também vamos ler capítulos do livro Escola, currículo e avaliação da organizador Maria Tereza Estebam, da Editora Cortes, do ano de 2003.
Até a próxima aula.
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