Nossa aula foi a apresentação dos capítulos do Livro Escola, Currículo e Avaliação.
Capítulo 1, Ser professora, avaliar e ser avaliada, foi apresentado pela Auxiliadora. Avaliar é mobilização, mediação, dá identidade ao professor, normatiza a ação e define etapas/procedimentos. O método de avaliação atual que normalmente se tem nas escolas é a classificatória, onde não proporciona diálogos, distancia os sujeitos, visa resultados e metas, é manipuladora, empobrece as relações sociais, o subjetivo não é levado em conta, é quantitativa, reduz a cooperação entre sujeitos, é individualista, busca a uniformização do sujeito e não leva em conta o saber do aluno levando a exclusão do aluno. Avaliação que deve acontecer é a emancipatória, qualitativa, que ressalta a positividade do aluno, que avalia o processo, de cooperação, observação constante e auto avaliação. Para mudar a avaliação é preciso mudar o currículo. O professora, quando avalia, é também avaliado, num processo coletivo, cooperativo, solidário, buscando a ampliação permanente da qualidade da escola.
Capítulo 2, Avaliar a escola e a gestão escolar: elementos para uma reflexão crítica, foi apresentado pela Letícia, que começou nos falando da escola como burocrática, com regras e de ensino formal e a escola pública que forma cidadãos e com função de socialização. A avaliação institucional não pode ser generalizada, pois as culturas e o social são diversificados, portanto é preciso considerar a administração, a realidade e o meio social, sendo emancipatória e não reguladora. No caso das avaliações externas pode se ver interesses do neoliberalismo e gestão empresarial visando o capitalismo, comercializando a educação. Assim o trabalho do professor se torna o taylorismo, num sentido técnico que aplica saberes de outros. A avaliação é quantitativa, não considerando a subjetividade e a realidade da escola e avalia se o professor sabe aplicar. Se os resultados forem ruins o sistema pressiona a gestão que pressiona o professor. Para o neoliberalismo, não é necessário alunos críticos,, pois não precisa de seres pensantes, e sim, alienados para o mercado. Nesse sentido, a escola não pode pensar em ser uma empresa que gera lucro e é preciso uma auto avaliação da escola feita por toda a comunidade.
Capítulo 3, Fundamentos, dilemas e desafios da avaliação na organização curricular por ciclos de formação, apresentados por Micheli e Priscila, já foi exposto nesse blog e só é preciso completar que a organização da escolas por ciclos é muito interessante e que dá ótimos frutos, porém ela não é aplicada da forma correta.
Capítulo 4, Templos construídos sobre templos: a história da América Latina e o cotidiano da escola, foi apresentado pela Giovana que nos levou a pensar sobre a transmissão cultural, onde os esteriótipos são levados para a escola e isso prejudica a educação e que mesmo que tentem apagar uma cultura e os saberes dela para dar lugar as concepções culturalistas de educação, felizmente não é possível, pois existem lembranças que não deixam. Assim, a escola precisa levar em conta o sujeito complexo, com culturas, saberes e que é integral e o professor aprender a dialogar com a sua própria ignorância.
Capítulo 5, Conversas sobre avaliação e comunicação, foi apresentado pela Ursula, que iniciou dizendo que avaliação desperta em cada pessoa diferentes sentimentos e emoções (subjetividade), que somos iguais perante a lei, mas que a sociedade é desigual, onde as práticas avaliativas tenta igualar a todos: Como avaliar uma sala com tantas diversidades com uma prova igual? Até que ponto estamos considerando a razão do outro, a lógica do outro, a cultura do outro na avaliação? É necessário o diálogo entre aluno e professor, pensar a escola com contexto, educação como tessitura de conhecimentos, como espaço de relações sociais, respeitando as diferenças, considerando os conhecimentos prévios, avaliação em um espaço-tempo, auto-avaliação do professor e aluno como subjetivo.
Na próxima aula continuaremos com os capítulos e fecharemos o assunto da BNCC.
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