Nossa tarefa para essa aula foi assistir o Filme Preciosa - Uma história de esperança.
O filme conta a história de uma adolescente de 17 anos que se chama Preciosa. Ela tem uma filha com Síndrome de Down, que mora com a bisavó e está grávida novamente. Os dois filhos são do seu pai. Ela está numa escola regular matriculada no Ensino Fundamental, porém atrasada. Tem bom rendimento em matemática, mas não está alfabetizada. A adolescente sofre muito bullying e é muito maltratada pela mãe. Nessa situação, a diretora da escola sugere que ela vá para uma escola alternativa (como Educação de Jovens e Adultos - EJA). Ela faz uma prova para ser matriculada no Ensino Médio, mas não tem sucesso. É portanto, matriculada no Ensino Fundamental. Nessa escola, Preciosa se depara com mulheres com dificuldades de aprendizagem e com histórias de vida parecidas com a dela. A professora atual usa o contexto das alunas para ensinar. Todos os dias elas escrevem no diário. Assim, o relacionamento entre professora e alunas e alunas e alunas se estreitam. Em sua vida pessoal, Preciosa precisa comparecer ao escritório da Assistente Social regularmente, pois sua filha e ela recebe um benefício do governo, que é controlado pela mãe de Preciosa. Numa dessas visitas, a moça conta para a assistente tudo que se passa com ela (o que sofre com a mãe e os abusos que sofreu do pai durante muito tempo). Com o nascimento do bebê (Abdul), Preciosa volta para casa e a mãe briga com ela. A adolescente foge com seu filho e vai para a escola. A professora tenta encontrar um abrigo para eles, mas não consegue. Então ela os leva para sua casa, onde Preciosa se sente amada e cuidada pela primeira vez. Após um tempo, mãe e filho vão para um abrigo, então ela descobre que tem AIDS, transmitida pelo pai. Ela pensa em desistir dos estudos para trabalhar, porém professora e amigas não deixam. quando tudo parece estar caminhando a mãe de Preciosa pede um encontro com a filha para a assistente social. Elas se encontram no escritório da assistente. Durante a conversa, a mãe conta que sabia dos abusos, que não entendia porque o pai fazia isso, que aconteciam desde que Preciosa era um bebê, mas culpa a filho pelo pai ter ido embora. Ele gostava mais de Preciosa do que dela, por isso sente ódio da filha. Após escutar tudo isso, Preciosa pega sua filha, que está com a avó e volta para o abrigo. A última cena é da adolescente indo embora do abrigo com seus dois filhos.
Relacionando o filme com Currículo e Avaliação é possível perceber que o Currículo da escola regular é tradicional e excludente. Em contra partida, o currículo da escola alternativa é de teorias críticas, bem como a avaliação das duas escolas são diferentes.
No filme, vários momentos a adolescente se vê como uma celebridade, o que é um mecanismo de defesa (Fuga) para as coisas horríveis que vivia.
A prática de escrita, no diário, é reflexiva. Visto como um currículo alternativo. As alunas se organizam e organizam o próprio pensamento, por isso é importante. Elas conseguem olhar para si mesmas. É terapêutico. Tem sentido para elas e ressignifica as experiências vividas. As atitudes da professora são de princípios pedagógicos da autonomia, pois ela se atentava mais nas construções do que nos erros.
O sucesso de Preciosa nos estudos levantou sua auto estima. Ela ganhou aponderamento. O conhecimento que ela ganhou fez com que ela reagisse. Ela teve resiliência, tinha tudo para desistir, desviar, mas quis estudar. A escola alternativa foi fundamental na vida dela.
Temos mais Preciosas em sala de aula do que podemos imaginar, portanto é necessário acolher os alunos com amor, como explica Paulo Freire e Luckesi. Se atentar nos sinais que os alunos passam com a agressividade, as dificuldades de aprendizagem, com a apatia e as atitudes negativas.
Ao mesmo tempo que o currículo de uma escola alternativa muda vidas, o currículo da escola tradicional é fundamental para a estagnação e para a regressão. Essa crise política que estamos vivendo afeta os atos curriculares e os sujeitos curriculantes, pois tira a ética, deforma currículos informais, determina currículos ocultos levando para as mesmas atitudes negativas, já que conhecimentos são vivências e experiências, além dos conteúdos do currículo formal, assim, alunos aprendem sobre ética, resiliência e empatia.
A vida do aluno é inteira, o currículo é compartimentado, fragmentado. Portanto, não tem como praticar uma educação emancipatória com um currículo tradicional.
Que possamos ter uma visão holística com nossos alunos para salvarmos as Preciosas que aparecerem em nossas vidas.
Nesse segundo momento, apresentamos as propostas alternativas da Base Nacional Comum Curricular:
- Matemática (Giovana e Letícia): Aponta o que o aluno tem que aprender, mas não onde e como usar. É conceitual, teórico e conteudista, do que aplicativo. Deveria dar suporte para a prática com os alunos, faltando multiculturalismo e trabalhar com o contexto de cada lugar para a aprendizagem se tornar significativa.
- Inglês (Ursula): É mais produção e leitura, sem gramática. Proposta de mais gramática dividida nas séries e produção/leitura no 8° ano.
-Informática (Ney): A proposta foi separado em tópicos, divididas em séries.
6.o Ano
- Virtual e Real – Virtual x Físico
- História da Internet
- Redes Sociais (Aplicações, Utilidade e Ameaças)
- Netiqueta (Como se comportar em Redes Sociais)
7.o Ano
- Riscos do mundo virtual
- Relacionamentos virtuais (Cyberbullying, Hating)
- Segurança da informação
8.o Ano
- Crimes por internet
- Segurança da informação (Vírus, Ataques Hackers)
- Confiabilidade de informações
9.o Ano
- Licença de Software e Pirataria
- Trabalhos Cooperativos Código Aberto
- Wiki’s
- Sistemas de autoria e compatilhamento (Sites, comunidades virtuais)
Esses temas podem ser trabalhos até o 5° ano como temas transversais, a partir do 6° ano como disciplina.
- Língua Portuguesa (Jaqueline e Micheli): As colegas fizeram três críticas, cópia no 1° ano e grafema e fonema no 2º e decodificação para a construção da autonomia, ou seja, BNCC é contraditória. A proposta é trabalhar a partir de gêneros textuais, com gramática contextualizada, currículo em espiral, quebrando a disciplinaridade e focando na interdisciplinaridade. A base aponta que o currículo pode ser montado como quiser, mas engessa/impede as possibilidades e destrói o pouco de autonomia que o professor tem.
- Libras (Priscila): Já postado nesse blog.
- Ciências (Auxiliadora): O tema Meio Ambiente não foi muito abordado. Trabalhar isso com projetos, primeiramente com o professor e, depois, com os alunos. Tirar os compartimentos dos conteúdos como na Língua Portuguesa.
- Educação Física (Arian): Proposta de aproximar as atividades do real da escola, como local e espaço físico e especificar como deve ser feito e como trabalhar com os alunos.
Diante de tudo que vimos é possível entender que o currículo é mais do que documento oficial, é a vivência no concreto. Essas propostas podem ser um currículo vivido. O professor precisa ser o protagonista, indo além da base e buscando a autonomia dos alunos.
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