terça-feira, 9 de maio de 2017

Diário de Bordo - Aula 9 - 09/05/2017

Nossa aula foi sobre a apresentação dos artigos lidos pelas duplas:

- Atos de currículo, estudos culturais e educação, por Auxiliadora, Carlos e Jaqueline:

  • Currículo como formador de cidadãos e como as questões culturais intervem nele;
  • Currículo como luta social e como campo de investigação política;
  • Pensar nas crises de identidade da pós modernidade que afetam a formação do currículo;
  • Hoje há uma hiper-realidade (real muito parecido com a ficção);
  • Ideologia pós moderna pode ser usada para um domínio da cultura popular;
  • Fenômenos culturais são econômicos, políticos e culturais;
  • As questões ramificadas levam a um currículo rizomático;
  • Atos curriculares são práticas curriculares selecionados de acordo com a cultura;
  • Intercâmbio de culturas são possibilidades de formação de novas culturas (efeito pluralizador sobre as identidades);
  • Atos curriculares tecem as redes de conhecimento e culturas;
  • Há uma conexão entre cultura, poder e saber;
  • Há também uma educação superficial com a cultura do consumo e da competitividade;
  • Ações dos professores colaborarem para a quebra da homogeneidade, que é um fator de dominação;
  • Os atos curriculares não tocam somente a superficialidade. Eles devem fundamentar numa epistemologia multi-cultural levando a libertação pela valorização dessas culturas;
  • As práticas vividas em sala de aula deve ser estudadas em análise mais crítica;
  • Atos curriculares como agentes promotores, receptores, inter-relacionados, transformadores, criadores e divulgadores de cultura e pode quebrar paradigmas;
  • Ato curricular é o currículo vivido, em ação. Chamado de currículo experêncial. Falar em atos curriculares é falar de autoria. Currículo feito com. É busca de sentido, onde o professor se torna autor na prática educativa;
  • Currículo indexado é aquele vinculado ao contexto. O ato curricular é indexado à cultura e a história local;
  • Há um entrelaçamento de avaliação e currículo, onde um influencia o outro;
  • As teorias críticas criticam o currículo rizomático, por entenderem que este nega as desigualdades sociais, porém o currículo essencialista, de atualmente, não tem alteridade, se nega o outro e o que ele pode ser, por isso os conteúdos são selecionados.
- Atos de Currículo: Uma incessante atividade etno-metódica e fonte de análise de práticas curriculares, de Sidney Macedo, por Letícia e Ney
Nesse artigo foi possível perceber vários conceitos relacionados à currículo e atos curriculares:
  • Etno-metodologia: método que se cria num determinado local;
  • Autonomia curriculante: olhares para a cultura local e ensinar com base no contexto, realidade, cotidiano daquele povo;
  • Etno-grafia: imersão no campo para compreender, ou seja, viver valores, conhecer a história e a cultura para a compreensão do campo;
  • Currículo é imposto, abordado de modo geral, vindo de outros países, tornando-se uma educação excluída, sem pensar na realidade, virando atores, um analfabeto político. Em contra partida, currículo assume características do local com as brechas, pelos atos curriculares, tomando a forma do lugar (currículo em ação), o que foge do alcance da imposição do currículo formal, então o conhecimento formativo não é estático e sim, produto social;
  • Seres curriculantes: são todos que vivem o currículo, todos que fazem parte da construção dele;
  • Todo currículo é etno-currículo, pois é "usado" por seres curriculantes com atos de currículo, porém, é possível perceber que o currículo silencia junto com a mídia, fazendo com que o professor vire passivo do currículo, só com a tarefa de aplicá-lo, ficando assujeitado;
  • Implicação: o aluno entende o que o professor fala de acordo com a cultura que esse primeiro vive, ou seja, é um currículo etno-implicado, onde o aluno reinterpreta na realidade dele;
  • Etno, atos curriculares e sujeitos precisam ser emancipatórios.
- A educação como prática de liberdade à luz dos atos de currículo multirreferenciais: Dialogando com Paulo Freire, de Núbia Oliveira da Silva, por Arian e Ursula:
Esse artigo discorre numa educação progressista pelos atos curriculares de acordo com Paulo Freire, onde a educação libertadora se compromete com a transformação.
O sujeito tem mutirreações com o contexto, o que é o ponto de partida para a aprendizagem significativa, num pensamento político e sociocultural.
Numa educação para a prática da liberdade, os atos curriculares deveriam ser num sentido político, cultural e prático, numa ação sobre o objeto, onde o currículo autoriza a emancipação do homem, tornando-o autor social.
Currículos multirreferenciais pressupõe a construção, a prática-reflexiva, autonomia, matéria viva baseada no cotidiano, intercrítico, engajado numa rede história-sociológica, numa educação como prática da liberdade e com aprendizagem significativa.

Refletindo sobre o que foi aprendido:
Currículo é como um texto e comunica através da linguagem, que vem permeada de ideologia e conceitos. É feito de fazeres e saberes, feitos no cotidiano e com várias mãos. É obra aberta, pois é coletivo (prática social), tem os atos curriculares, tem as brechas e é imprevisível. Nesse sentido, atos curriculares fogem do currículo imposto e são dispositivos disrruptores, ou seja, que rompem com fatos.


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