terça-feira, 28 de março de 2017

Diario de Bordo - Aula 3 - 21/03/2017

Nossa terceira aula começou com os comentários sobre a Ciranda de Formação do dia anterior.

A professora nos explicou sobre o tema TEORIA: Explicativa (Fato/Fenômeno); Sistemática (Reorganizar o próprio objeto); Legitimação (Comprovações, Concordância Acadêmica); Embasa a prática e provoca nova prática; Imaginação para a superação do real e chega na práxis.

Professora Rita fez uma introdução sobre as teorias críticas dizendo que elas denunciam e estão criando um caminho para superar o tradicional.

Primeira equipe a se apresentar foi Michele e eu, onde falamos sobre as Principais preposições sobre currículo numa perspectiva da ciência natural e da teoria crítica.

A segunda equipe foi Carlos, Jaqueline e Ursula que falaram sobre Os níveis de currículo em uma perspectiva crítica.

A terceira equipe foi Arian, Giovana e Ney que falaram sobre os Inventores da Educação.

Professora finalizou a aula com uma pergunta para reflexão: O que perdemos em termos de currículo?

Ela também nos falou sobre o quadro comparativo de iremos fazer das duas teorias estudadas com o processo de avaliação de cada uma delas, bem como a proposta da aula seguinte (leitura de dois capítulos de dois livros - um livro por equipe - para discussão).

Até a próxima semana!

terça-feira, 21 de março de 2017

Leitura Complementar 2

Continuando a leitura do caderno do MEC: Currículo na perspectiva da inclusão e da diversidade: as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e o Ciclo de Alfabetização, temos o texto " Continuando a conversa ou sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, as discussões do currículo e a perspectiva de inclusão" do Professor Carlos Eduardo Ferraço (Professor da Universidade Federal do Espírito Santo), nas páginas 12 à 14, onde ele cita a importância do Currículo na perspectiva da cultura na formação da identidade dos alunos. É possível identificar no texto as Teorias Críticas e Pós Críticas. 
Segue o link para apreciação do texto: http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/Cadernos_2015/cadernos_novembro/pnaic_cad_1_19112015.pdf














Esquema do texto: Principais Preposições sobre Currículo numa Perspectiva da Ciência Natural e da Teoria Crítica. Apresentação na aula do dia 21 de março de 2017.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Diário de Bordo - Aula 2 - 14/03/2017

Nossa segunda aula começou com dois convites da Cirandas de Formação: 21/03 com Fabrícia di Biaso falando sobre Neurociência na Educação e 27/03 com Zeca Maurício falando sobre Meditação em tempos de crise.

Tivemos um diálogo sobre o GTPA do dia 11/03 onde os alunos que estiveram presentes comentaram suas reflexões sobre esse encontro.

Uma poesia começou as nossas reflexões sobre Currículo:

NÃO ENTENDO O ESPANTO (Jorge Eli)

Adivinhe onde ando?
Há um tempo procuro e não sei
Não entendo o teu espanto
Adivinhe o que escondo?
Já é tempo de tudo dizer, se eu caio ou levanto

Eu sou tolo assim
Como tudo que escapou de mim
Ao passar dos meus anos
Sou louco assim
Como tudo que é estranho em ti
Tua força e teu pranto

Adivinhe o que planto?
Sementes de tudo que sei
Ao pesar dos meus enganos
Eu mudei os planos
Já é tempo de tudo saber
Como se dói um tombo

E eu ainda te estranho e ainda me engano
Porque o caminho é longo
E eu não me importo onde ando

Trago aqui pedaços de tudo que vi
Se eu ainda te espanto
Vou seguir a estrada que há muito parti
E levar-te em meus sonhos

Adivinhe onde ando?
Adivinhe o que escondo?
Adivinhe o que planto?
Bem eu... mudei os planos

Trago aqui
Pedaços...

Esse momento nos fez lembramos das nossas experiências passadas e podemos dizer que foi emocionante.

Várias palavras foram relacionadas com o currículo ou a escola:

- O  currículo espanta e está sempre em construção;

- Somos pedaços de nossos alunos e professores como pedaços costurados, numa colcha de retalhos, formando nossa personalidade, bem como plantamos sementes em nossos alunos, sementes que vemos e as que nem sabemos que estamos plantando;

- Somos seres inconclusos, incompletos em constante aprendizagem.

- As vezes nos enganamos em relação a alguma aprendizagem ou a alguém;

- Temos vivências, jornadas, escolhas, desejos e procuras em nossas vidas e chegamos a conclusão que estar na Educação nos faz loucos, porém uma loucura necessária.

Falando sobre o texto "UMA ABORDAGEM SOBRE CURRÍCULO E TEORIAS AFINS VISANDO À COMPREENSÃO E MUDANÇA" refletimos que:

- O currículo é poderoso, colocando esteriótipos, é imposto e um percurso/curso a seguir, não é um hall de disciplinas, é abstrato, é experiências vivenciadas, é produção de sentido (compreensão individual), de significados (produção coletiva) e de identidade;

- Os currículos formam o que queremos formar? A resposta está mais pro negativo do que pro positivo, infelizmente;

- O currículo começa lá na Grécia com o Trivium e o Quadrivium, mas o modelo de currículo é iniciado nos EUA em 1920 sendo a organização de um certo conhecimento para a educação das gerações futuras, instrumento que adequa necessidades de mão de obra, um instrumento para sociedade capitalista, tem dimensão ideológica.

Nesse momento analisamos o que seria o conceito de Ideologia: Para Bonaparte era no sentido de Utopia. Para Karl Marx a sociedade é dividida em classes, ligado a economia e definido valores, nesse sentido, ideologia deforma e maqueia as coisas, sendo uma capa que disfarça a realidade, tentando justificar o injustificável, ajudando a manter o poder nas mãos de poucos.

Assim, o currículo é uma dimensão ideológica que usa de Aparelhos Ideológicos do Estado (AIE), onde instituições explicam e veiculam como deve ser as leis, o que é para ser e as religiões, a mídia e a escola, no papel do currículo são as responsáveis.

Voltando ao texto, Bordieu explica que a escola é reprodutivista pelo currículo, que é a lente (ideologia, sendo superficial).

O currículo é entendido como um conjunto de teorias. Currículo prescritivo como aquele que organiza, como currículo de massa, adaptando de acordo com as avaliações externas.

Para Paulo Freire é importante levar em conta o contexto do aluno.

Na teoria tradicional, o currículo é técnico.

Na teoria Crítica surgem os movimentos (contra cultura e estudantis). Nesse caso, o currículo é produção social no determinado momento, contexto e história. Essa teoria foi influenciada por Freire.

Várias ciências influenciam o currículo, tornando-o poroso. O sujeito é subjetivo, portanto o currículo deve atender a pessoas diferentes, conjuntos de experiências que proporcionam e as que estão implícitos.

Nesse momento surgiu a reflexão sobre Currículo oculto que chegamos a conclusão que causa gritos ou muito silêncio na escola.

Falamos também sobre o currículo formal (o que é desejado), operacional (o que ocorre), percebido (o que o professor diz desenvolver) e experenciado (o que o aluno percebe e reage), portanto existe um currículo que é prescrito e o que é desenvolvido.

Concluímos que Currículo deve ser reflexivo (não uma verdade acabada) e pode ser instrumento de repressão ou libertação.

Para a próxima aula faremos um esquema de um texto para apresentar aos colegas (atividade em grupo).







terça-feira, 14 de março de 2017

Leitura Complementar 1

Hoje realizei uma leitura interessante sobre currículo que tem um pouco de relação com o artigo indicado pela Profª Rita (Uma Abordagem sobre Currículo e Teorias afins visando à Compreensão e Mudança).

 O texto está no Caderno da Coleção do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa do MEC; em seu primeiro caderno: Currículo na perspectiva da inclusão e da diversidade: as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e o Ciclo de Alfabetização nas páginas de 09 à 12 com o título Currículo, cotidiano escolar e conhecimentos em redes; escrito pelo Prof° Carlos Eduardo Ferraço (Professor da Universidade Federal do Espírito Santo).

Nesse texto o autor nos diz que não é possível conceituar currículo, devido a sua complexidade. Coloca também o currículo como conhecimento em redes, utilizando práticas de ensino em conjunto com experiências, saberes anteriores, realidade do aluno e cultura. Percebi nesse texto as Teorias Críticas e Pós Críticas.

Segue link da leitura: http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/Cadernos_2015/cadernos_novembro/pnaic_cad_1_19112015.pdf

segunda-feira, 13 de março de 2017

Resumo do artigo "Uma abordagem sobre currículo e teorias afins visando à compreensão e mudança"

UMA ABORDAGEM SOBRE CURRÍCULO E TEORIAS AFINS VISANDO À COMPREENSÃO E MUDANÇA

            No olhar tradicional, currículo era um tópico técnico (organização) sendo neutro, científico e desinteressado.
            Nos olhares críticos e pós críticos o currículo era visto como campo ético e moral relacionando saber, identidade e poder.
            Teorias críticas questionavam a solidificação do currículo e passavam do conceito pedagógico para os de ideologia e poder. Para as teorias pós críticas o currículo forma o que o indivíduo é.
            É possível entender que o currículo está presente no dia a dia da educação influenciando pessoas, processos escolares, sociedade, decisões e atitudes.
            Definir currículo não é uma tarefa fácil, pois existem várias definições de acordo com a sua época histórica, corrente pedagógica e teoria de aprendizagem, como por exemplo, o enfoque tradicional, o cognitivo, o técnico, o de auto-realização e o de reconstrução social. Alguns veem essa temática como objeto da atividade, mas é aluno e professor que a colocam em prática.
            Currículo é muito usado para definir programas de uma disciplina ou curso, seus materiais e suas metodologias. Porém é importante para a definição de currículo pensa-lo com as seguintes perguntas: Para que ensinar? Para quem ensinar? O que ensinar? e De que forma ensinar? Essas questões são importantes, pois existem valores, ideologias, interesses e necessidades e precisando de referenciais filosóficos, históricos e políticos para defini-los sempre dependendo de um projeto de homem e sociedade que se almeja, bem como a proposta pedagógica determinada.
            Na sala de aula o currículo é percebido como formal (o que é desejado), operacional (o que ocorre), percebido (o que o professor diz desenvolver) e experenciado (o que o aluno percebe e reage).
            O currículo aparece primeiramente nos EUA em 1920 com a industrialização e seu modelo é a fábrica. Ele está relacionado ao que o ser humano é, o que desenvolve, o que ele se torna, bem como envolvendo questões de poder em todas as relações da sociedade.
            O currículo para ser moldado tem a seleção do conhecimento que é importante para quem vai segui-lo, buscando a modificação dessas pessoas e sendo uma questão de identidade, onde se concentram as teorias dos currículos, que dão prioridade a natureza da aprendizagem, conhecimento, cultura, sociedade e humana:
            - Teoria Tradicional: Identifica os objetivos da escola, forma o trabalhador especializado (exercer suas obrigações profissionais com eficiência) e proporciona a educação acadêmica. Tem como palavra-chave a eficiência, organizado de forma mecânica e burocrática. Visava o levantamento e desenvolvimento de habilidades, planejando e elaborando instrumentos de avaliação. Para que isso fosse feiro era preciso um estudo sobre os discentes, vida fora da escola e sugestões de especialistas, respeitando a filosofia social e educacional bem como a psicologia de aprendizagem. Outra teoria dentro da tradicional (Dewey) se preocupava com a democracia, considerando os interesses e experiências dos alunos.
            - Teoria Crítica: Tendo como ponte o currículo a ideologia dominante transmite seus princípios e sua cultura nas disciplinas e conteúdos, reproduzindo seus interesses, fazendo com que as classes dominadas se tornem submissas à classe dominante, fato esse, percebidos nas escolas de atualmente, principalmente observando as particulares e públicas, onde é possível perceber que a classe dominada frequenta a escola até o nível básico de escolarização. Outras teorias dentro da Crítica podem ser observadas, como: a reconceptualização que enfatizava observar as experiências cotidianas de forma pessoal e subjetiva e levar em conta como os envolvidos desenvolviam os significados sobre o conhecimento; Apple, baseado nas análises de Marx, que considera analisar valores, normas, disposições e ideologias que compõe o currículo; Henry Giroux compreendia o currículo como meio de emancipar e libertar, exercendo práticas democráticas, fazendo com que o aluno participe, discuta e questione as práticas sociais, políticas e econômicas, criando significados sociais; Paulo Freire considerava que currículo era uma educação bancária, onde informações e fatos eram transferidos de professor para aluno e propondo o conceito de educação problematizadora, que utiliza as experiências e realidade dos alunos para planejar os conteúdos programados, tornando a aprendizagem significativa; a Nova Sociologia da Educação se preocupava com o processamento de pessoas e não de conhecimentos; de Berstein que definiu três sistemas de mensagem na educação formal: currículo (conhecimento básico), pedagogia (transmissão válida do conhecimento) e avaliação (realização válida do conhecimento), se preocupando também com a estrutura do currículo; e um ponto importante: o Currículo Oculto, onde nem tudo que se é ensinado é explicito, nem tudo é teoria, como a aprendizagem de comportamentos, valores e atitudes, que podem ser positivas ou negativas (regras, rituais e regulamentos) e é preciso verificar essas práticas e conhecimentos para mudar quando for preciso.
            - Teorias Pós Críticas: Essa teoria destaca a questão do multiculturalismo contra a cultura branca, masculina, europeia e heterossexual, entendendo que a tolerância, o respeito e a convivência harmoniosa entre as culturas faria com que todos tivessem seu espaço e com equilíbrio. Há também a visão pós-estruturalista que analisa as questões de significado, verificando o que é verdadeiro e sua causa.

            Diante do exposto, pode-se entender o papel político presente no currículo e a sua importância para a organização da ação pedagógica. É onde a escola se organiza, traça seu caminho e se orienta para a prática. Dessa forma, para o seu planejamento tem que se pensar no que se quer, que tipo de indivíduo se quer formar, qual o papel de professor e escola nesse processo de aprendizagem e lembrando do papel social, político e ideológico que o currículo tem. Com os trabalhos em andamento é importante analisar, avaliar, verificar, reformular e mantê-lo atualizado para a aprendizagem ser significativa.

BIBLIOGRAFIA: MALTA, Shirley Cristina Lacerda. Uma abordagem sobre currículo e teorias afins visando à compreensão e mudança. Espaço do currículo. Vol. 6. N. 2 Pag 340 a 354. Maio a Agosto de 2013.

Diário de Bordo - Aula 1 - 07/03/2017

Meu Deus!!! Estou na UNIFEI!!!


Três palavras me descrevem nesse momento: Gratidão, Felicidade e Medo. Gratidão por ter a oportunidade de estar nesse Mestrado, Felicidade por estar nesse Mestrado e Medo por estar nesse Mestrado!!



Primeira aula de Avaliação e Currículo nos conhecemos, falamos sobre nossos projetos de pesquisa (embora eu seja aluna de atualização e ainda não tenha noção de que projeto quero fazer) e tivemos as informações do cronograma da disciplina no decorrer do semestre. Para mim, tive a certeza que a disciplina me fará crescer como pessoa e como profissional.



Nossa primeira "tarefa" foi criar esse blog para ser nosso "Diário" da disciplina, onde partilhamos sobre cada aula, falando de nossas dúvidas e conclusões e também postaremos aqui as nossas leituras complementares, bem como leituras indicadas pela Professora Rita Stano (que ministra as aulas de Avaliação e Currículo) sobre os temas estudados. Essa proposta foi um "sair da zona de conforto", pois tínhamos a opção de fazer esse portfólio em formato Word. Acredito que vamos acabar gostando muito dessa proposta e escrever muito!!



Nossa segunda "tarefa" foi a leitura do texto "Uma abordagem sobre currículo e teorias afins visando à compreensão e mudança" da autora Shirley Cristina Lacerda Malta publicado no periódico Espaço do Currículo, volume 6, número 2, para redigir um resumo. Como vamos discutir o assunto na próxima aula, vou somente fazer um comentário: Currículo não era nada que eu tinha imaginado!



Na próxima semana posto as reflexões sobre o texto!



Até mais!!