Nossa terceira aula começou com os comentários sobre a Ciranda de Formação do dia anterior.
A professora nos explicou sobre o tema TEORIA: Explicativa (Fato/Fenômeno); Sistemática (Reorganizar o próprio objeto); Legitimação (Comprovações, Concordância Acadêmica); Embasa a prática e provoca nova prática; Imaginação para a superação do real e chega na práxis.
Professora Rita fez uma introdução sobre as teorias críticas dizendo que elas denunciam e estão criando um caminho para superar o tradicional.
Primeira equipe a se apresentar foi Michele e eu, onde falamos sobre as Principais preposições sobre currículo numa perspectiva da ciência natural e da teoria crítica.
A segunda equipe foi Carlos, Jaqueline e Ursula que falaram sobre Os níveis de currículo em uma perspectiva crítica.
A terceira equipe foi Arian, Giovana e Ney que falaram sobre os Inventores da Educação.
Professora finalizou a aula com uma pergunta para reflexão: O que perdemos em termos de currículo?
Ela também nos falou sobre o quadro comparativo de iremos fazer das duas teorias estudadas com o processo de avaliação de cada uma delas, bem como a proposta da aula seguinte (leitura de dois capítulos de dois livros - um livro por equipe - para discussão).
Até a próxima semana!
Pensar currículo hoje, não é pensar somente em conteúdos e programas. É pensar bem mais além. Pensar currículo nos dias atuais envolve papel político e social, com valores, ideologias, interesses, respeito ao próximo, tolerância e necessidades de um indivíduo e uma sociedade. Nesse blog vamos explorar essa temática de currículo estudada no Mestrado de Educação em Ciências, na disciplina de Avaliação e Currículo da UNIFEI (Universidade Federal de Itajubá), no primeiro semestre de 2017.
terça-feira, 28 de março de 2017
terça-feira, 21 de março de 2017
Leitura Complementar 2
Continuando a leitura do caderno do MEC: Currículo na perspectiva da inclusão e da diversidade: as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e o Ciclo de Alfabetização, temos o texto " Continuando a conversa ou sobre as Diretrizes Curriculares
Nacionais da Educação Básica, as discussões do currículo e
a perspectiva de inclusão" do Professor Carlos Eduardo Ferraço (Professor da Universidade Federal do Espírito Santo), nas páginas 12 à 14, onde ele cita a importância do Currículo na perspectiva da cultura na formação da identidade dos alunos. É possível identificar no texto as Teorias Críticas e Pós Críticas.
Segue o link para apreciação do texto: http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/Cadernos_2015/cadernos_novembro/pnaic_cad_1_19112015.pdf
Segue o link para apreciação do texto: http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/Cadernos_2015/cadernos_novembro/pnaic_cad_1_19112015.pdf
segunda-feira, 20 de março de 2017
Diário de Bordo - Aula 2 - 14/03/2017
Nossa segunda aula começou com dois convites da Cirandas de Formação: 21/03 com Fabrícia di Biaso falando sobre Neurociência na Educação e 27/03 com Zeca Maurício falando sobre Meditação em tempos de crise.
Tivemos um diálogo sobre o GTPA do dia 11/03 onde os alunos que estiveram presentes comentaram suas reflexões sobre esse encontro.
Uma poesia começou as nossas reflexões sobre Currículo:
NÃO ENTENDO O ESPANTO (Jorge Eli)
Adivinhe onde ando?
Há um tempo procuro e não sei
Não entendo o teu espanto
Adivinhe o que escondo?
Já é tempo de tudo dizer, se eu caio ou levanto
Eu sou tolo assim
Como tudo que escapou de mim
Ao passar dos meus anos
Sou louco assim
Como tudo que é estranho em ti
Tua força e teu pranto
Adivinhe o que planto?
Sementes de tudo que sei
Ao pesar dos meus enganos
Eu mudei os planos
Já é tempo de tudo saber
Como se dói um tombo
E eu ainda te estranho e ainda me engano
Porque o caminho é longo
E eu não me importo onde ando
Trago aqui pedaços de tudo que vi
Se eu ainda te espanto
Vou seguir a estrada que há muito parti
E levar-te em meus sonhos
Adivinhe onde ando?
Adivinhe o que escondo?
Adivinhe o que planto?
Bem eu... mudei os planos
Trago aqui
Pedaços...
Esse momento nos fez lembramos das nossas experiências passadas e podemos dizer que foi emocionante.
Várias palavras foram relacionadas com o currículo ou a escola:
- O currículo espanta e está sempre em construção;
- Somos pedaços de nossos alunos e professores como pedaços costurados, numa colcha de retalhos, formando nossa personalidade, bem como plantamos sementes em nossos alunos, sementes que vemos e as que nem sabemos que estamos plantando;
- Somos seres inconclusos, incompletos em constante aprendizagem.
- As vezes nos enganamos em relação a alguma aprendizagem ou a alguém;
- Temos vivências, jornadas, escolhas, desejos e procuras em nossas vidas e chegamos a conclusão que estar na Educação nos faz loucos, porém uma loucura necessária.
Falando sobre o texto "UMA ABORDAGEM SOBRE CURRÍCULO E TEORIAS AFINS VISANDO À COMPREENSÃO E MUDANÇA" refletimos que:
- O currículo é poderoso, colocando esteriótipos, é imposto e um percurso/curso a seguir, não é um hall de disciplinas, é abstrato, é experiências vivenciadas, é produção de sentido (compreensão individual), de significados (produção coletiva) e de identidade;
- Os currículos formam o que queremos formar? A resposta está mais pro negativo do que pro positivo, infelizmente;
- O currículo começa lá na Grécia com o Trivium e o Quadrivium, mas o modelo de currículo é iniciado nos EUA em 1920 sendo a organização de um certo conhecimento para a educação das gerações futuras, instrumento que adequa necessidades de mão de obra, um instrumento para sociedade capitalista, tem dimensão ideológica.
Nesse momento analisamos o que seria o conceito de Ideologia: Para Bonaparte era no sentido de Utopia. Para Karl Marx a sociedade é dividida em classes, ligado a economia e definido valores, nesse sentido, ideologia deforma e maqueia as coisas, sendo uma capa que disfarça a realidade, tentando justificar o injustificável, ajudando a manter o poder nas mãos de poucos.
Assim, o currículo é uma dimensão ideológica que usa de Aparelhos Ideológicos do Estado (AIE), onde instituições explicam e veiculam como deve ser as leis, o que é para ser e as religiões, a mídia e a escola, no papel do currículo são as responsáveis.
Voltando ao texto, Bordieu explica que a escola é reprodutivista pelo currículo, que é a lente (ideologia, sendo superficial).
O currículo é entendido como um conjunto de teorias. Currículo prescritivo como aquele que organiza, como currículo de massa, adaptando de acordo com as avaliações externas.
Para Paulo Freire é importante levar em conta o contexto do aluno.
Na teoria tradicional, o currículo é técnico.
Na teoria Crítica surgem os movimentos (contra cultura e estudantis). Nesse caso, o currículo é produção social no determinado momento, contexto e história. Essa teoria foi influenciada por Freire.
Várias ciências influenciam o currículo, tornando-o poroso. O sujeito é subjetivo, portanto o currículo deve atender a pessoas diferentes, conjuntos de experiências que proporcionam e as que estão implícitos.
Nesse momento surgiu a reflexão sobre Currículo oculto que chegamos a conclusão que causa gritos ou muito silêncio na escola.
Falamos também sobre o currículo formal (o que é desejado), operacional (o que ocorre), percebido (o que o professor diz desenvolver) e experenciado (o que o aluno percebe e reage), portanto existe um currículo que é prescrito e o que é desenvolvido.
Concluímos que Currículo deve ser reflexivo (não uma verdade acabada) e pode ser instrumento de repressão ou libertação.
Para a próxima aula faremos um esquema de um texto para apresentar aos colegas (atividade em grupo).
Tivemos um diálogo sobre o GTPA do dia 11/03 onde os alunos que estiveram presentes comentaram suas reflexões sobre esse encontro.
Uma poesia começou as nossas reflexões sobre Currículo:
NÃO ENTENDO O ESPANTO (Jorge Eli)
Adivinhe onde ando?
Há um tempo procuro e não sei
Não entendo o teu espanto
Adivinhe o que escondo?
Já é tempo de tudo dizer, se eu caio ou levanto
Eu sou tolo assim
Como tudo que escapou de mim
Ao passar dos meus anos
Sou louco assim
Como tudo que é estranho em ti
Tua força e teu pranto
Adivinhe o que planto?
Sementes de tudo que sei
Ao pesar dos meus enganos
Eu mudei os planos
Já é tempo de tudo saber
Como se dói um tombo
E eu ainda te estranho e ainda me engano
Porque o caminho é longo
E eu não me importo onde ando
Trago aqui pedaços de tudo que vi
Se eu ainda te espanto
Vou seguir a estrada que há muito parti
E levar-te em meus sonhos
Adivinhe onde ando?
Adivinhe o que escondo?
Adivinhe o que planto?
Bem eu... mudei os planos
Trago aqui
Pedaços...
Esse momento nos fez lembramos das nossas experiências passadas e podemos dizer que foi emocionante.
Várias palavras foram relacionadas com o currículo ou a escola:
- O currículo espanta e está sempre em construção;
- Somos pedaços de nossos alunos e professores como pedaços costurados, numa colcha de retalhos, formando nossa personalidade, bem como plantamos sementes em nossos alunos, sementes que vemos e as que nem sabemos que estamos plantando;
- Somos seres inconclusos, incompletos em constante aprendizagem.
- As vezes nos enganamos em relação a alguma aprendizagem ou a alguém;
- Temos vivências, jornadas, escolhas, desejos e procuras em nossas vidas e chegamos a conclusão que estar na Educação nos faz loucos, porém uma loucura necessária.
Falando sobre o texto "UMA ABORDAGEM SOBRE CURRÍCULO E TEORIAS AFINS VISANDO À COMPREENSÃO E MUDANÇA" refletimos que:
- O currículo é poderoso, colocando esteriótipos, é imposto e um percurso/curso a seguir, não é um hall de disciplinas, é abstrato, é experiências vivenciadas, é produção de sentido (compreensão individual), de significados (produção coletiva) e de identidade;
- Os currículos formam o que queremos formar? A resposta está mais pro negativo do que pro positivo, infelizmente;
- O currículo começa lá na Grécia com o Trivium e o Quadrivium, mas o modelo de currículo é iniciado nos EUA em 1920 sendo a organização de um certo conhecimento para a educação das gerações futuras, instrumento que adequa necessidades de mão de obra, um instrumento para sociedade capitalista, tem dimensão ideológica.
Nesse momento analisamos o que seria o conceito de Ideologia: Para Bonaparte era no sentido de Utopia. Para Karl Marx a sociedade é dividida em classes, ligado a economia e definido valores, nesse sentido, ideologia deforma e maqueia as coisas, sendo uma capa que disfarça a realidade, tentando justificar o injustificável, ajudando a manter o poder nas mãos de poucos.
Assim, o currículo é uma dimensão ideológica que usa de Aparelhos Ideológicos do Estado (AIE), onde instituições explicam e veiculam como deve ser as leis, o que é para ser e as religiões, a mídia e a escola, no papel do currículo são as responsáveis.
Voltando ao texto, Bordieu explica que a escola é reprodutivista pelo currículo, que é a lente (ideologia, sendo superficial).
O currículo é entendido como um conjunto de teorias. Currículo prescritivo como aquele que organiza, como currículo de massa, adaptando de acordo com as avaliações externas.
Para Paulo Freire é importante levar em conta o contexto do aluno.
Na teoria tradicional, o currículo é técnico.
Na teoria Crítica surgem os movimentos (contra cultura e estudantis). Nesse caso, o currículo é produção social no determinado momento, contexto e história. Essa teoria foi influenciada por Freire.
Várias ciências influenciam o currículo, tornando-o poroso. O sujeito é subjetivo, portanto o currículo deve atender a pessoas diferentes, conjuntos de experiências que proporcionam e as que estão implícitos.
Nesse momento surgiu a reflexão sobre Currículo oculto que chegamos a conclusão que causa gritos ou muito silêncio na escola.
Falamos também sobre o currículo formal (o que é desejado), operacional (o que ocorre), percebido (o que o professor diz desenvolver) e experenciado (o que o aluno percebe e reage), portanto existe um currículo que é prescrito e o que é desenvolvido.
Concluímos que Currículo deve ser reflexivo (não uma verdade acabada) e pode ser instrumento de repressão ou libertação.
Para a próxima aula faremos um esquema de um texto para apresentar aos colegas (atividade em grupo).
terça-feira, 14 de março de 2017
Leitura Complementar 1
Hoje realizei uma leitura interessante sobre currículo que tem um pouco de relação com o artigo indicado pela Profª Rita (Uma Abordagem sobre Currículo e Teorias afins visando à Compreensão e Mudança).
O texto está no Caderno da Coleção do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa do MEC; em seu primeiro caderno: Currículo na perspectiva da inclusão e da diversidade: as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e o Ciclo de Alfabetização nas páginas de 09 à 12 com o título Currículo, cotidiano escolar e conhecimentos em redes; escrito pelo Prof° Carlos Eduardo Ferraço (Professor da Universidade Federal do Espírito Santo).
Nesse texto o autor nos diz que não é possível conceituar currículo, devido a sua complexidade. Coloca também o currículo como conhecimento em redes, utilizando práticas de ensino em conjunto com experiências, saberes anteriores, realidade do aluno e cultura. Percebi nesse texto as Teorias Críticas e Pós Críticas.
Segue link da leitura: http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/Cadernos_2015/cadernos_novembro/pnaic_cad_1_19112015.pdf
O texto está no Caderno da Coleção do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa do MEC; em seu primeiro caderno: Currículo na perspectiva da inclusão e da diversidade: as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e o Ciclo de Alfabetização nas páginas de 09 à 12 com o título Currículo, cotidiano escolar e conhecimentos em redes; escrito pelo Prof° Carlos Eduardo Ferraço (Professor da Universidade Federal do Espírito Santo).
Nesse texto o autor nos diz que não é possível conceituar currículo, devido a sua complexidade. Coloca também o currículo como conhecimento em redes, utilizando práticas de ensino em conjunto com experiências, saberes anteriores, realidade do aluno e cultura. Percebi nesse texto as Teorias Críticas e Pós Críticas.
Segue link da leitura: http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/Cadernos_2015/cadernos_novembro/pnaic_cad_1_19112015.pdf
segunda-feira, 13 de março de 2017
Resumo do artigo "Uma abordagem sobre currículo e teorias afins visando à compreensão e mudança"
UMA ABORDAGEM SOBRE CURRÍCULO E
TEORIAS AFINS VISANDO À COMPREENSÃO E MUDANÇA
No olhar tradicional, currículo era
um tópico técnico (organização) sendo neutro, científico e desinteressado.
Nos olhares críticos e pós críticos
o currículo era visto como campo ético e moral relacionando saber, identidade e
poder.
Teorias críticas questionavam a
solidificação do currículo e passavam do conceito pedagógico para os de
ideologia e poder. Para as teorias pós críticas o currículo forma o que o
indivíduo é.
É possível entender que o currículo
está presente no dia a dia da educação influenciando pessoas, processos
escolares, sociedade, decisões e atitudes.
Definir currículo não é uma tarefa
fácil, pois existem várias definições de acordo com a sua época histórica,
corrente pedagógica e teoria de aprendizagem, como por exemplo, o enfoque
tradicional, o cognitivo, o técnico, o de auto-realização e o de reconstrução
social. Alguns veem essa temática como objeto da atividade, mas é aluno e
professor que a colocam em prática.
Currículo é muito usado para definir
programas de uma disciplina ou curso, seus materiais e suas metodologias. Porém
é importante para a definição de currículo pensa-lo com as seguintes perguntas:
Para que ensinar? Para quem ensinar? O que ensinar? e De que forma ensinar?
Essas questões são importantes, pois existem valores, ideologias, interesses e
necessidades e precisando de referenciais filosóficos, históricos e políticos
para defini-los sempre dependendo de um projeto de homem e sociedade que se
almeja, bem como a proposta pedagógica determinada.
Na sala de aula o currículo é
percebido como formal (o que é desejado), operacional (o que ocorre), percebido
(o que o professor diz desenvolver) e experenciado (o que o aluno percebe e reage).
O currículo aparece primeiramente
nos EUA em 1920 com a industrialização e seu modelo é a fábrica. Ele está
relacionado ao que o ser humano é, o que desenvolve, o que ele se torna, bem
como envolvendo questões de poder em todas as relações da sociedade.
O currículo para ser moldado tem a
seleção do conhecimento que é importante para quem vai segui-lo, buscando a
modificação dessas pessoas e sendo uma questão de identidade, onde se
concentram as teorias dos currículos, que dão prioridade a natureza da
aprendizagem, conhecimento, cultura, sociedade e humana:
- Teoria Tradicional: Identifica os
objetivos da escola, forma o trabalhador especializado (exercer suas obrigações
profissionais com eficiência) e proporciona a educação acadêmica. Tem como
palavra-chave a eficiência, organizado de forma mecânica e burocrática. Visava
o levantamento e desenvolvimento de habilidades, planejando e elaborando
instrumentos de avaliação. Para que isso fosse feiro era preciso um estudo
sobre os discentes, vida fora da escola e sugestões de especialistas,
respeitando a filosofia social e educacional bem como a psicologia de
aprendizagem. Outra teoria dentro da tradicional (Dewey) se preocupava com a
democracia, considerando os interesses e experiências dos alunos.
- Teoria Crítica: Tendo como ponte o
currículo a ideologia dominante transmite seus princípios e sua cultura nas
disciplinas e conteúdos, reproduzindo seus interesses, fazendo com que as
classes dominadas se tornem submissas à classe dominante, fato esse, percebidos
nas escolas de atualmente, principalmente observando as particulares e
públicas, onde é possível perceber que a classe dominada frequenta a escola até
o nível básico de escolarização. Outras teorias dentro da Crítica podem ser
observadas, como: a reconceptualização que enfatizava observar as experiências
cotidianas de forma pessoal e subjetiva e levar em conta como os envolvidos
desenvolviam os significados sobre o conhecimento; Apple, baseado nas análises
de Marx, que considera analisar valores, normas, disposições e ideologias que
compõe o currículo; Henry Giroux compreendia o currículo como meio de emancipar
e libertar, exercendo práticas democráticas, fazendo com que o aluno participe,
discuta e questione as práticas sociais, políticas e econômicas, criando
significados sociais; Paulo Freire considerava que currículo era uma educação
bancária, onde informações e fatos eram transferidos de professor para aluno e
propondo o conceito de educação problematizadora, que utiliza as experiências e
realidade dos alunos para planejar os conteúdos programados, tornando a
aprendizagem significativa; a Nova Sociologia da Educação se preocupava com o
processamento de pessoas e não de conhecimentos; de Berstein que definiu três
sistemas de mensagem na educação formal: currículo (conhecimento básico),
pedagogia (transmissão válida do conhecimento) e avaliação (realização válida
do conhecimento), se preocupando também com a estrutura do currículo; e um
ponto importante: o Currículo Oculto, onde nem tudo que se é ensinado é
explicito, nem tudo é teoria, como a aprendizagem de comportamentos, valores e
atitudes, que podem ser positivas ou negativas (regras, rituais e regulamentos)
e é preciso verificar essas práticas e conhecimentos para mudar quando for
preciso.
- Teorias Pós Críticas: Essa teoria
destaca a questão do multiculturalismo contra a cultura branca, masculina,
europeia e heterossexual, entendendo que a tolerância, o respeito e a
convivência harmoniosa entre as culturas faria com que todos tivessem seu
espaço e com equilíbrio. Há também a visão pós-estruturalista que analisa as
questões de significado, verificando o que é verdadeiro e sua causa.
Diante do exposto, pode-se entender
o papel político presente no currículo e a sua importância para a organização
da ação pedagógica. É onde a escola se organiza, traça seu caminho e se orienta
para a prática. Dessa forma, para o seu planejamento tem que se pensar no que
se quer, que tipo de indivíduo se quer formar, qual o papel de professor e
escola nesse processo de aprendizagem e lembrando do papel social, político e
ideológico que o currículo tem. Com os trabalhos em andamento é importante
analisar, avaliar, verificar, reformular e mantê-lo atualizado para a
aprendizagem ser significativa.
BIBLIOGRAFIA: MALTA, Shirley Cristina Lacerda. Uma abordagem sobre currículo e teorias afins visando à compreensão e mudança. Espaço do currículo. Vol. 6. N. 2 Pag 340 a 354. Maio a Agosto de 2013.
Diário de Bordo - Aula 1 - 07/03/2017
Meu Deus!!! Estou na UNIFEI!!!
Três palavras me descrevem nesse momento: Gratidão, Felicidade e Medo. Gratidão por ter a oportunidade de estar nesse Mestrado, Felicidade por estar nesse Mestrado e Medo por estar nesse Mestrado!!
Primeira aula de Avaliação e Currículo nos conhecemos, falamos sobre nossos projetos de pesquisa (embora eu seja aluna de atualização e ainda não tenha noção de que projeto quero fazer) e tivemos as informações do cronograma da disciplina no decorrer do semestre. Para mim, tive a certeza que a disciplina me fará crescer como pessoa e como profissional.
Nossa primeira "tarefa" foi criar esse blog para ser nosso "Diário" da disciplina, onde partilhamos sobre cada aula, falando de nossas dúvidas e conclusões e também postaremos aqui as nossas leituras complementares, bem como leituras indicadas pela Professora Rita Stano (que ministra as aulas de Avaliação e Currículo) sobre os temas estudados. Essa proposta foi um "sair da zona de conforto", pois tínhamos a opção de fazer esse portfólio em formato Word. Acredito que vamos acabar gostando muito dessa proposta e escrever muito!!
Nossa segunda "tarefa" foi a leitura do texto "Uma abordagem sobre currículo e teorias afins visando à compreensão e mudança" da autora Shirley Cristina Lacerda Malta publicado no periódico Espaço do Currículo, volume 6, número 2, para redigir um resumo. Como vamos discutir o assunto na próxima aula, vou somente fazer um comentário: Currículo não era nada que eu tinha imaginado!
Na próxima semana posto as reflexões sobre o texto!
Até mais!!
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