terça-feira, 6 de junho de 2017

Diário de Bordo - Aula 13 - 06/06/2017

Hoje continuamos as apresentações dos capítulos do livro Escola, Avaliação e Currículo.

Capítulo 6, Avaliação e currículo no cotidiano escolar, foi apresentado por Arian. Existem várias formas de avaliação, ela faz parte do currículo. Mas nem sempre é preciso aplicar prova para avaliar. Isso acontece o tempo todo explícita ou implicitamente. Quando se aplica a prova o professor precisa entender que nem sempre a lógica do aluno é a lógica do professor. Ele e quem avalia tem um poder na hora de avaliar. Só de saber que o conhecimento será testado, muitas vezes, aliás, na maioria das vezes há mudanças de comportamentos (insegurança, medo, ansiedade, nervosismo) que podem não mostrar o resultado correto das avaliações. A escola hoje, se preocupa muito com as avaliações externas, confirmando esse medo e poder, se preocupando com resultados, padronizando avaliação, currículo e material didático, ou seja, industrializando a educação. É necessário adotar formas de avaliação que atinjam a pluralidade. Não existe avaliação perfeita, mas é importante avaliar realmente o que ensinou, o que realmente os alunos aprenderam. Outra estratégia é criar mecanismos de auto-avaliação para o próprio aluno avaliar a sua aprendizagem (auto-regulação).
Capítulo 7, As afluências de um rio chamado avaliação escolar, apresentado pelo Ney aborda a incoerência do modelo tradicional de avaliação entendido como um mercantilismo do conhecimento (trabalho como um custo e pontuação como benefício) e não podendo ser neutra ou imparcial. Avaliação propicia a aprendizagem de valores humanos que não estão presentes no currículo. Avaliar tendo em vista a incompletude do outro, a dimensão do outro, pois o que vemos e sentimos do outro é somente uma parte do que ele é. Embora o sistema molda a educação, o currículo e a avaliação, é possível agir dentro dele para melhorar.
Capítulo 8, Avaliar o processo de aquisição da escrita: desafios para uma professora pesquisadora, apresentados por Carlos e Jaqueline nos deixou uma frase marcante "O que o aluno AINDA não aprendeu." Essa frase é um conceito entre o que o aluno não aprendeu e o que ele já aprendeu, que relacionando com Vigotsky, pode-se dizer que é a Zona de Desenvolvimento Proximal (conceito que fica entre o que o aluno sabe e o que ele vai aprender). Se o professor não levar em conta a palavra AINDA nessa frase pode deixar marcas negativas profundas na aprendizagem do aluno, desmotivando-o e ceifando o seu desenvolvimento. Quando avaliar é preciso passar da homogeneidade para a heterogeneidade, é preciso inclusão para todos, já que as avaliações classificatórias excluem. 
Nesse momento da aula surgiu uma pergunta: o que se avalia quando avalia o aluno? Várias respostas foram abordadas: se avalia pois o sistema exige, para avaliar o trabalho do professor, para avaliar se os objetivos foram alcançados, para avaliar se os alunos aprenderam. Na resposta dos objetivos ficou a dúvida: como os objetivos de ensino são definidos pelo sistema, como o aluno vai atingir objetivos que não são deles? Daí a importância da contextualização!!
Voltando ao capítulo, as professoras-autoras chegaram a conclusão que devem avaliar cotidianamente na sala de aula, ou seja, avaliar o processo e não o produto. Para finalizar a análise do texto nosso colega Carlos, fez uma consideração interessante e que nos enxergamos nela: GTPA e todas as ações de professores na educação continuada é um "ainda não saber" onde estamos sempre procurando respostas e "socorros" para ser melhor do que era ontem!

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